"Falaram-me os homens em humanidade,
Mas eu nunca vi homens nem vi humanidade.
Vi vários homens assombrosamente diferentes entre si.
Cada um separado do outro por um espaço sem homens"
Alberto Caeiro
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Meu amigo... Meu violão
Violão, aquele que embalou os boleros de boêmios amadores, não mais do que da vida, e não mais do que da boemia.
És tu, violão, que cantas comigo as tristezas das paixões desse coração louco.
Cantas, também, refrões sobre uma mulher, aquela mulher, que nos fez cantar essa canção de forma tão apaixonada, tão suntuosa.
Grande companheiro dileto, o único afeto, que um dia, assim, se referiu o poeta.
Canta e encanta com notas sonoras as palavras que escrevo: amar é dever daqueles que se propõe a viver. Viver sem amar é morrer, a cada dia, sem viver.
Meu violão, me acompanhas a tanto tempo... Se tuas frases delicadas forem capazes, que traga de volta as memórias que cantamos juntos.
És tu, violão, que cantas comigo as tristezas das paixões desse coração louco.
Cantas, também, refrões sobre uma mulher, aquela mulher, que nos fez cantar essa canção de forma tão apaixonada, tão suntuosa.
Grande companheiro dileto, o único afeto, que um dia, assim, se referiu o poeta.
Canta e encanta com notas sonoras as palavras que escrevo: amar é dever daqueles que se propõe a viver. Viver sem amar é morrer, a cada dia, sem viver.
Meu violão, me acompanhas a tanto tempo... Se tuas frases delicadas forem capazes, que traga de volta as memórias que cantamos juntos.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Um amigo...
Escrevo isto, somente porque me sinto no dever de escrever.
Anos atrás, eu era apenas um garoto de 4 anos mais ou menos.
O bairro em que moro realmente era perfeito, arborizado, paralelepipados
pintatos, puquissima gente morando, o que gerava uma grande união.
Dentre as pessoas, um se destacava, "Seu" Pedro. Era um senhor de uns 60
anos que se encarregava da limpeza, manutenção geral. Simpático, logo todos
o queriam bem demais. Foi meu primeiro amigo neste local.
Onde ele ia, eu ia atrás, olhando seus atos atentamente, e logo queria ser igual a ele.
Ele me presnteou com uma enxadinha, e eu empolgado sempre ia com ele fazer os
serviços do bairro, bairro conhecido como Alto da Bela Vista, isto antigamente.
Seu Pedro era incrivel, se aparecia uma cobra ele não matava, a pegava e soltava
no mato, aranhas ele não temia, ja havia sido mordido por algumas.
Não me lembro muito bem, mas Seu Pedro tinha um filho, Nilton, que o ajudava,
outra grande pessoa. Mas Seu Pedro era especial, era um verdadeiro ídolo.
Mas eu fui crescendo, o "Condominio Alto da Bela Vista" tambem, e logo Seu Pedro
não podia mas exercer este ofício. Fiquei realmente anos sem ve-lo, mas nunca o esqueci.
Ha alguns anos atráz Seu Pedro morreu, cirrose, infelizmente tinha um vicio desagradável.
Mas seu rosto continua vago, mas as lembranças fortes, nunca as esquecerei..
Nunca esquecerei o meu primeiro grande amigo.
Abraços onde estiver!
Assinar:
Comentários (Atom)